5 duos houseiros que influenciaram o surgimento do LK

Por Marllon Gauche

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Um novo e profícuo projeto de música eletrônica tem ganho as pistas brasileiras após a união de dois grandes nomes da cena eletrônica nacional: Leo Janeiro e Kaká Franco. A soma do talento destes dois personagens deu origem ao LK, alterego para uma performance no formato b2b realizando long sets. Guiados pela liberdade musical e tendo como foco principal a house music, os artistas exploram o amplo universo criativo da música eletrônica para conduzir o público em uma viagem repleta de referências e ritmos.

Em cima do palco, a dupla mistura mídias digitais e vinis, o que proporciona o encontro de grandes clássicos com novidades da indústria de forma natural e brilhante. As raízes e influências musicais de cada um se faz presente através de outros duos que também fizeram história ao longo dos anos, como os britânicos Andy Cato e Tom Findlay, do lendário Groove Armada, e até mesmo os gigantes do Deep Dish, Dubfire e Sharam.

Além destes mencionados acima, LK citou outros 5 duos da cena house que influenciaram o surgimento deste interessante b2b entre Leo e Kaká. Abaixo apresentamos cada um para vocês com a seleção de uma faixa especial.

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Masters at Work

O nome já entrega um pouco do que esses caras fizeram e fazem pela cena. A história da dupla nova-iorquina formada por Louie Vega e Kenny Gonzalez começou no início dos anos 90, transitando entre gêneros como disco, jazz, funk, música latina, etc. Em atividade até os dias atuais, já foram autores de inúmeros álbuns e singles como MAW, mas também já lançaram trabalhos assinando como Nuyorican Soul, KenLou e Sole Fusion. Eles são constantemente convidados para assumirem a posição de remixers também, o que já lhes rendeu alguns clássicos revisitados de artistas como Madonna, Donna Summer, Jamiroquai e uma enorme outra variedade de globais.


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Mood II Swing

Outra dupla que também surgiu no início dos anos 90 e manteve uma forte presença na indústria house da época foi Mood II Swing, representada por John Ciafone e Lem Springsteen. Também de Nova Iorque, eles ajudaram a moldar a sonoridade house da época junto com MAW e ao longo da história emplacaram diversos hits que apresentam uma mistura vibrante de grooves com vocais poderosos.


Metro Area

Morgan Geist e Darshan Jesrani são os caras que formam Metro Area, outro projeto americano, este criado já no final dos anos 90 carregando elementos do R&B, disco e boogie, além é claro de características do house e techno. Seu primeiro trabalho, Atmosphrique (música abaixo), impressionou pela união de um estilo retrô e, ao mesmo tempo, futurista. Logo em sequência, no ano de 2001, lançaram “Metro Area 4”, um EP que recebeu notável sucesso com muitas cópias vendidas. Atualmente, mesmo em turnê e ocupados com projetos paralelos, o som do duo ainda continua emocionando corações no mundo todo.


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Fouk

Através de uma amizade cultivada desde a infância, Fouk é formado pelos holandeses Hans Peeman e Daniel Leseman. Ambos já estavam inseridos na indústria eletrônica com carreiras solo, mas decidiram somar forças para criar um projeto em conjunto, misturando suas influências e dando vida a uma nova sonoridade com referências disco e funk. O empurrão inicial para o sucesso da dupla veio do Detroit Swindle, duo que assinou o EP Kill Frenzy por meio de sua gravadora Heist Recordings. A partir daí, a dupla brilhou ainda mais e fundou inclusive sua própria gravadora, Outplay, um espaço com ainda mais liberdade para divulgar seu trabalho e dar maior vazão ao seu talento.


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Underground Sound of Lisbon (USL)

Com três álbuns na carreira e alguns hits de muito sucesso, o projeto Underground Sound of Lisbon possui raízes portuguesas e ficou mundialmente conhecido principalmente pela faixa “So Get Up”, que leva os vocais de Ithaka. Rui da Silva (Doctor J) e Tó Pereira (DJ Vibe), nomes por trás do USL, deram início ao projeto em 1993 quando fundaram a primeira gravadora de dance music de Portugal, Kaos, junto com António Cunha. Após um hiato na carreira, o duo voltou em 2014 com uma apresentação no Rock in Rio Lisboa e foi um dos pontos altos do festival naquele ano.