Futuro e passado, impacto e inovação da música eletrônica

Por Camilo Rocha

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Boa parte das pessoas relaciona música eletrônica automaticamente a som de pista e de balada.

Essa visão infelizmente ignora uma série de outros "usos" e contextos em que a música eletrônica funciona e funcionou.

Historicamente, só começou a se usar sintetizadores e computadores para produzir ritmos dançantes na década de 70.

Antes disso, usou-se música eletrônica para trilhas de filmes, instalações artísticas, exibições tecnológicas, vinhetas de rádio, sessões de meditação, comerciais de TV, laboratórios de pesquisa sônica, concertos de música erudita, até para captar espíritos sobrenaturais. 

Mesmo em seu contexto de pista, "fazer dançar" é só uma camada possível. Do house ao funk carioca, da disco ao techno, os sons eletrônicos são ao mesmo tempo a trilha da liberação sexual, da celebração da diversidade, da afirmação da identidade, do orgulho periférico, da revolta contra o sistema, da experimentação artística e tecnológica, entre tantos outros significados que adquiriu ao ser adotada por gentes de todo o tipo ao redor do mundo.

Quando pensei em fazer um curso sobre a história da música eletrônica é claro que essa história não poderia se fixar só na música e teria de incluir as tantas outras camadas e recortes. 

"O som do futuro passado", portanto, não é apenas para quem se interessa por música, ou por esse tipo de música, mas para qualquer um que queira se se aprofundar em histórias de inovação, impacto social, evolução tecnológica, mudanças de comportamento, subculturas urbanas, diálogos da cultura com as cidades, entre outras relações. 

O curso começa no dia 28 de junho em São Paulo com duração de quatro semanas (uma aula de duas horas por semana, toda quinta, 20h - 22h) Link para o evento aqui.

Em Curitiba ele acontece em versão compacta no Festival Subtropikal, no dia 7 de julho (14h - 18h). Link do evento aqui.