DJ Marky

Por Chico Cornejo
Agradecimentos
Stef Reis
Foto 1:
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Foto capa:

 Foto de   brvnos

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É sempre difícil escrever sobre uma figura que não apenas faz parte da sua vida como amigo, exemplo a até herói, mas que se tornou um dos maiores expoentes da arte de tocar pelo mundo afora. É verdade que nem todos tiveram o privilégio de fazer parte de uma cena desde seus primórdios e muito menos de dentro de um movimento inovador e emancipador como foi o Jungle/D&B desde que ganhou força nas perifas de São Paulo para ganhar as pistas dos bairros e do mundo. Marky esteve no epicentro desse fenômeno e até hoje é seu principal propelente, tocando da mesma forma, com a mesma vontade, precisão, afinco e paixão que exibia desde a primeira vez que o vi saltitando na cabine da lendária Sound Factory da Penha.

Já se passaram mais de duas décadas e nada arrefeceu em seu espírito ou sua profunda relação com a música. Seja em sua cidade natal ou pelo mundo, ele carrega essa energia incessante e emoção contagiante que simplesmente transbordam em seus sets, que são bombardeios sensoriais contínuos cuja constância é coordenada de forma sublime pela sua habilidade técnica e extrema sensibilidade em concatenar faixas. Este aqui é um daqueles exemplos em que tanto o “dê” quanto o “jota” são maiúsculos quando nos referimos a seu talento.

Aqui ele nos presenteia com um mix que traz a espontaneidade e intensidade que marcam seu trabalho de modo perene. Um belo prenúncio para a próxima edição de sua Marky & Friends na qual divide a cabine do D-Edge com seu parceiro eventual e produtor genial, o japonês Makoto.