Miss Playmobil

Por Francisco Cornejo
Fotos: Marcelo Elídio
Maquiagem: Kitty Kawakubo
Montação: FKAWALLYS

 Fotos: Marcelo Elídio

Fotos: Marcelo Elídio

Para comemorar seus 12 anos de vida clubber, Flávio Ghidalevich aka Miss Playmobil, figura necessária em uma boa pista, gravou um mix com faixas que o acompanham nessa trajetória. Sua entrevista traz histórias da noite no Rio de Janeiro, sua paixão pela noite e uns xoxos...

A vida noturna numa grande metrópole sem dúvida é algo sedutor, mas você consegue se lembrar exatamente pelo quê e quando você se sentiu atraído por ela pela primeira vez?
Eu nasci no Rio de Janeiro, que não chega a ser uma grande metrópole quando você realmente conhece a cidade, por lá, tudo se baseia na Zona Sul. Parece uma vila. Eu sempre tive uma criação muito tradicional e rígida, fui criado pelos meus avós, então fiquei por muito tempo sendo protegido dentro de uma bolha. Minha mãe tinha uma coleção imensa de vinil, com vários artistas incríveis, Depeche Mode, New Order, Cyndie Lauper, The Cure, Madonna, Billy Idol, Michael Jackson e vários outros, cresci ouvindo esses artistas e sempre fui o ''punk'' do colégio. Só que por ser tão protegido existia uma rebeldia dentro de mim, uma força e uma curiosidade de conhecer o mundo exterior. Falsifiquei identidade no colégio com uma amiga para poder entrar na Bunker, uma boate bem diversificada no Rio, lá tinha todo tipo de gente do under, assim que eu entrei pela primeira vez pensei: é aqui que eu me encaixo, aqui que eu me identifico, sou assim, quero viver isso. Frequentei por muito tempo, como alguns lugares obscuros da cidade. Nessa época eu não tinha medo de nada, ia em todos os locais inimagináveis, experimentava tudo, tinha um válvula inquieta dentro de mim que me movia. 
Quando pisei pela primeira vez no Dama de Ferro me bateu uma sensação (não era droga, rs), foi um orgasmo, tinha encontrado a minha casa. Frequentei por algum tempo, fiquei amigo da Adriana Lima (a Dama de Ferro), que me adotou e me chamava de filha para todos. Dizia que eu era a herdeira. Outra pessoa que me deu oportunidade foi o Eduardo Llrena, que brigava comigo, mas para o meu bem. Depois, mesmo não morando em São Paulo eu já vinha pra cá, aí sim, me encantei mais ainda pelo 'submundo' e afters. Os inferninhos da capital paulistana exalavam mais perigo. Aqui eu me encontrei por completo. Até que, chegou numa fase que eu já tinha criado e feito tudo que podia pela vida noturna do Rio. Já estava me sentindo sem desafios e para onde ir. Não pensei direito e vim para São Paulo, comecei a pensar em me mudar realmente em abril de 2009, em maio já estava morando aqui, sem nem ter um colchão. Mas feliz e motivado a viver a vida noturna. Confesso que no começo eu não chegava nem a ver a luz do sol dependendo do dia, só saindo do chill out. Eu era muito notívago e animado, saía todos os dias. Hoje já não sou mais assim, sabe como é, amadurecemos e ficamos mais seletivos.

E o que te manteve ligado a ela até hoje?
Eu não me imagino longe da noite. Já tive fases mais calmas, só que sempre tive uma conexão com a noite, sempre terei. A noite é minha mãe, sou cria dela, tenho um cordão umbilical que me liga diretamente a ela, me alimenta, e me insere ao mundo noturno. Na vida você pode ser o que quiser, só que a noite te aceita por completo, te faz ser mais visível, te desafia a criar, a pensar, a analisar coisas pequenas, a contestar. Amo os habitués que conheço há anos e até hoje encontro nas pistas. É minha família, podem falar de falsidade, energias ruins, fofocas, mas tem muita coisa boa na vida noturna, muito aprendizado, muito carinho, muita gente criativa, muita gente do bem e respeitosa. Um aceita o outro como for. Sempre tive atração por tudo que é contra a sociedade, tudo que é marginal, tudo que de alguma maneira faz você parar e pensar, e a noite é isso, a noite nos alimenta e eu tenho um carinho e conexão profundo com ela. Claro, hoje em dia estou mais cansado e menos diaba do que antes. Só que não me imagino em casa, sem sair para dançar, a música me complementa, não me imagino vivendo uma vida tradicional, acordando todos os dias às 7 horas da manhã, trabalhando preso num escritório. Isso tem a ver com qualidade de vida também, eu priorizo meu tempo e afazeres. Mas, mesmo você perdendo algumas noites de sono, você vive, dança, rir, encontra os amigos, produz serotonina, conhece pessoas incríveis e interessantes. Vive momentos únicos e inesquecíveis.
A vida que eu escolhi pra mim e tantas outras pessoas é viver uma vida diferente pra maioria, mas não menos especial ou que isso seja ruim, como ainda é visto por aí. Eu tenho quase certeza que você já nasce clubber, essa essência está cravada dentro de mim, dentro de nós. Sou muito grato por tudo que conquistei através da minha vida noturna. Conheci tanta gente foda, conheci tantos lugares, já viajei para outras cidades, já ganhei muito carinho, reconhecimento, amigos e dinheiro por causa da noite. Isso me mantém ligado a ela até hoje, posso dizer, será eterno. Posso ter 70 anos, com cabelinho cuia todo branco, alguém vai lembrar: ''olha o Playmobil''. Ver uma pista cheia, e você sendo o maestro, fazendo as pessoas dançarem e esquecerem a vida lá fora pelo menos um pouquinho é muito gratificante. Me emociona de uma forma, juro que quase chorei agora, tenho um amor imenso pelo o que eu faço e conquistei. Você tocar, dançar e viver a noite é um ativismo. 

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Sua presença nesse ambiente é bastante diversificada se considerarmos todas as frentes em que atuou até aqui. Qual é a origem dessa inquietude? Ela se origina de necessidades expressivas que o levam a experimentar com várias linguagens ou de outras puramente operacionais que o levam a se virar em várias frentes?
Eu sempre tive essa inquietude dentro de mim, desde pequeno. Sempre gostei de me expressar de várias formas. E acho válido você experimentar e arriscar várias linguagens. Comecei tocando no meu aniversário em 2006, só que queria mais, conversei com a Adriana Lima e falei que queria fazer uma festa diferente de tudo que estava acontecendo, o nome era ''Se Joga!'', tinha um dress code que brincava com o nome da festa e algumas intervenções. Ela me deu a oportunidade e eu fiz acontecer! 
A festa marcou época nas sextas do famigerado Dama, um importante e atuante laboratório na existência de uma cultura noite, clubber e freak no balneário, referência global que agiu como agente transmutador na cidade, lá era um lugar livre, onde você podia viver suas experiências. Comecei a trabalhar com produção nessa festa, um tempo depois saiu algumas matérias dizendo que eu era uma espécie de Michael Alig carioca. Falando que eu tinha uma trajetória que lembrava a do lendário produtor nova-iorquino dos anos 90, realmente eu seduzi todo um nicho de frequentadores da noite a me seguir onde que eu estivesse promovendo uma festa, súditos da androgenia bem-humorada, coisa até então rara no Rio de Janeiro. Era a época do Electroclash, tinha essa coisa montação. E eu sempre 'brinquei' com isso. Nunca me importei se era vestimentas de ''homem ou mulher'', o importante era a diversão, eu me sentir bem e ser transgressor de alguma forma. Nessa fase fiz algumas perfomances, cheguei a cantar com o DJ e produtor Larry Tee, que por irônia trabalhou com o Michael Alig em Nova York. Mas as minhas perfomances eram algo bem espontâneo, sem ensaios, me jogava no chão, cantava, brincava com um consolo, fiz isso na primeira vez que toquei na Lôca, subi na mesa do DJ e cantei ''Money, Success, Fame, Glamour''. Não tinha um roteiro. Eu sou Relações Públicas e jornalista, então fiz uma junção com a noite, sendo RP e assessor de imprensa. Não é fácil, você tem que ter um tato para convidar, receber e tratar bem os convidados. Sempre tive essa preocupação e carinho, sempre gostei de ter esse cuidado, penso: ''o que eu quero numa festa?'', o que não pode faltar para uma pessoa que precisa de acessibilidade, para uma pessoa trans, para uma mulher. Todos merecem ser tratados com carinho e respeito. Sempre fui multifuncional. Então comecei tocando como DJ, virei produtor, depois live performer, jornalista, RP, produtor executivo e atualmente opero em todas essas áreas, se necessário. Hoje me sinto maduro, os anos passam e a gente fica mais experiente e com ótimos parceiros ao lado, ninguém constrói ou realiza nada sozinho, podem ter certeza. Em 2010, quando já morava em São Paulo, fiz um acordo com a Adriana Lima e arrendei o Dama de Ferro, cuidei por um tempo sozinho da produção, programação e assessoria do club. Só que ficou muito cansativo ir e vir, não é legal realizar um projeto à distância dependendo do tamanho e de suas necessidades. Nessa época, também fui convidado pelo Renato Ratier a trabalhar no D-Edge, ele me convidou para fazer parte da produção e staff da prata da casa, a noite semanal Freak Chic. Nesse mesmo ano fiz três festas consecutivas no Carnaval Carioca, época mais fervida da cidade, aluguei um inferninho no histórico Beco das Garrafas e fiz uma homenagem a eterna Divine. Também já fui Relações Públicas do show do duo belga de electrorock Vive La Fête, produzi o after oficial do show. Já fui fotografado e entrevistado para a enciclopédia fashion britânica I-D.  Já toquei no after private do show da polêmica cantora americana Cat Power, após apresentação no Cine Joia.
Também já contribui para a noite rocker da capital paulistana, com a festas no extinto Astronete e no Alberta #3. Essa inquietude como falei antes, faz parte de mim. Minha cabeça é inquieta, se pudesse, já teria aberto uma boate para pôr em prática várias propostas e ideias que tenho guardadas no meu baú clubber. 

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Tendo vivido na ponte aérea por tanto tempo, deve ter experimentado o contraste entre as duas metrópoles de forma bastante intensa. Isto é algo que informa ou alimenta seu processo criativo de alguma forma? 
Com certeza, mesmo sendo próximas, a noite do Rio e de São Paulo são bem diferentes. Lá eu fazia um tipo de trabalho, aqui realizo outro, que no fim se complementam. Também amadureci e tenho outro tipo de direcionamento hoje, mas por exemplo: criei e produzi a pioneira Nights in Black Leather que, em 2013, era irreal e única em São Paulo, quiçá no Brasil. Unindo música eletrônica e fetiche. A festa homenageava Peter Berlin: fotógrafo, artista, cineasta, designer e símbolo sexual, ele criou algum dos mais reconhecidos imaginário masculino erótico de seu tempo. Se em 2013 eu fizesse essa festa no Rio, ela não daria certo, tenho quase certeza. Lá é atrasado em vários sentidos. Eu sempre tive que lutar contra o conservadorismo e a caretice da cidade. O que em São Paulo é um pouco menos pior, mas também é gritante. Mas hoje se você analisar, têm várias festas desse tipo por aí, uma aliás bem cópia descarada. Me falaram que era homenagem, homenagear não é isso.
Voltando para o conservadorismo, aqui temos muito, até porque somos governados pelo PSDB, um partido careta e conservador, que só pensa nos ricos e deixa a cidade cada vez mais doente e pobre de cultura. Amo a resistência que vários DJs e produtores têm, lutando contra esse mal que domina a cidade por mais de uma década. Sei que saí um pouco do foco da pergunta, mas achei necessário falar sobre o que acontece nos bastidores e dificulta ainda mais o nosso trabalho. 

E quanto às épocas que influenciam seu trabalho, seja como DJ, promoter ou agent provocateur? Sempre parece haver uma preocupação profunda em contextualizar influências e situar fontes no que você faz. Há algum momento favorito seu em meio a tantas eras da club culture que o inspiram? 
Acho todas as eras da club culture válidas, tivemos diversas transformações em uma multiplicidade. 
Se for analisar a fundo, tudo começou com Thomas Edison, o renomado inventor do fonógrafo – primeiro aparelho capaz de gravar e reproduzir sons. Muita gente acredita que a música eletrônica começou com o Kraftwerk, que sim, causou uma revolução no que dizia respeito à produção eletrônica de música, ao criar sons eletrônicos como nunca se havia visto antes. Mesmo que outros conjuntos já viessem trabalhando nesse estilo anteriormente. Assim como a disco não se resume ao single produzido pelo pioneiro Giorgio Moroder, “I Feel Love”, de Donna Summer. É importante dividir conhecimento.
Amo os anos 1980, a era do synthpop e quando surgiram os primeiros artistas que produziam música industrial, sei que o industrial não é necessariamente eletrônico e já vinha sendo produzido desde os anos 1970. Mas esses estilos me influenciam muito, assim como o Techno, criado em Detroit, e do house, de Chicago, além do acid house inglês. São estilos que toco e ouço diariamente. Acho que quando você trabalha com imagem ou direciona um público a algo, é válido contar uma historinha, informar o que veio antes, ser generoso, contar e mostrar a sua pesquisa. Tivemos várias transformações bem evidentes, mas nem todo mundo conhece o que veio antes, penso o que seria da gente sem alguns precursores. Montação não se resume a Divine, que pra mim é a Rainha Drag do Século, ícone da contracultura mundial. Mas vai muito além disso, existem tantas referências como Klaus Nomi, Leigh Bowery, Nina Hagen, Martin Degville, a cena Blitz Kids entre muitos outros. Tivemos uma evolução histórica na música, mas ainda estamos lá, em 1980. Acho necessário jogar umas sementes de conhecimento para o nascimento de mais pessoas interessada não só na estética, mas também pela história da música eletrônica e club culture. O que seria de nós sem tanta gente foda que lutaram e criaram diversas coisas antes? O que seria da cultura clubber sem as raves? Um elemento extremamente importante para o desenvolvimento da música eletrônica nas décadas mais recentes. Não podemos esquecer, pode parecer nostalgia, mas não é. É história, respeito e admiração.


Assumir riscos é algo que parece que se perde quando certas culturas se popularizam e começam a abranger mais pessoas, especialmente num universo em que lidamos tão diretamente com desejos e sonhos como no entretenimento musical. Pensando no fato de ter arriscado trazer ao Rio uma DJ então desconhecida pelo público mais amplo como Honey Dijon que agora se consagra, como você se sente? Você mesmo, agora mais experiente, encararia essa aposta hoje em dia?
Há quase 10 anos, toquei com a célebre Honey Dijon. Hoje consagrada com toda razão, ela é maravilhosa. Mas imagina, tocar e bookar uma trans há quase 10 anos atrás, era bem mais difícil do que hoje, os line-ups não tinham nenhuma diversidade, mas no Dama sempre prezamos e emponderamos essa fauna. Não só no público. Eu mesmo sofri preconceito por ser muito andrógino e performático na época. Sempre rolou uma panelinha de boys que não bookavam ninguém além dos próprios. Nada disso seria possível sem a Adriana Lima, sempre visionária ao meu lado. Eu já encarei e apostei em vários DJs e produtores novos. Um deles, que tenho orgulho em contar, é o Pedro Zopelar. Ele era tímido, sempre ia nas minhas festas e ficava num canto. Nos falamos por algum motivo e ele me disse que era músico e queria tocar como DJ, algo assim, memória clubber é foda, falei para ele, ok, faz um set pra mim. Fui até o apartamento em que ele morava, em Copacabana, ele fez um set bafo, e eu disse: ''você está bookado dia tal para tocar no Dama''. E ele está aí, bombástico, nem preciso dizer o orgulho e felicidade que sinto. O Millos da Selvagem também começou tocando nas minhas festas. Sempre tentei dar oportunidades e acreditar em quem está motivado a criar algo, inovar e fortalecer a noite. Não viver de status e carão, o que existe muito por aí hoje em dia. Várias pessoas levatam uma bandeira de igualdade e respeito, mas não praticam isso com o próximo, ficam só no texto raso e vago. Eu acho que posso me envaidecer de ter criado uma identidade própria e ter sido visionário em vários aspectos e já ter bookado centenas de DJs e produtores nacionais e internacionais para as minhas festas. Honey, volta que estou te esperando. Fico feliz da minha presença porém, não se restringir ao mero folclore ao redor da minha figura. O mais importante é você ter conteúdo, estudar e se informar.

Claro que isso tudo também encerra uma dimensão utópica e até onírica muito essencial para tudo que fazemos e atualmente parece estar rotinizada. A fantasia, a esperança, a vontade de mudança e uma certa coragem em lidar com ela parecem cada vez mais rarefeitas em nossas vidas, dentro e fora dos clubs, locais de resistência e preservação desses elementos no hostil ambiente urbano. Você vê algum potencial transformativo para esta conjuntura, ao menos no horizonte próximo?
Coragem eu tenho na minha vida dentro e fora dos clubs, sem ela eu não teria motivação para viver e inovar. Nem de ir na rua, têm momentos que a gente fica mais sensível e abalado, até por não viver uma rotina tradicional. Acho importante criar expectativas, ter esperança, lutar e não desistir do que você almeja. Só vou dizer uma coisa: só teremos algum potencial transformativo para esta conjuntura se a gente se unir. DJs, produtores, performers, donos de clubs, artistas, visuais, público, precisamos nos unir para garantir o nosso oxigênio. Cada dia isso fica mais evidente e gritante. Menos ego, por favor.

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Falemos então desse mix: qual foi o desejo, conceito ou contexto por trás dele? 
Quis passear e mostrar um pouco desses 12 anos tocando, referências e fragmentos de anos de pistas. Tanto como DJ, como dançarino. Têm bastante acid nesse mix, gênero que tenho ouvido muito ultimamente, que vai na alma quando ouço. Alguns hits que pensei que não pudessem ficar de fora. Sou um pesquisador assíduo, confesso. E quando toco, gosto de ousar, ser bastante flexível nos rótulos musicais, me destacar por sets originais com sonoridades inovadoras e destoantes. Não existe limites pra mim entre misturar techno, electro, house, acid ou samples obscuros. O objetivo é experimentar, tocar algo divertido e não ser só mais um que faz aquele set cansativo e arrastado. Música pra mim é atemporal, não tem idade.

E, dada essa frenética e multifária existência, o que podemos esperar no futuro próximo?
Sou hiperativo por natureza. Estou desenvolvendo um projeto novo para breve que homenageia quatro divas do under e do glamour trash; com perfomances de vanguarda. Todas as minhas produções têm alguma proposta e estudo profundo por trás. Não são apenas só mais uma festa, que você monta um line-up, cria um flyer e pronto. Mas ainda é segredo.

Atualmente coopero com a Carlos Capslock, ao lado do DJ Paulo Tessuto, eu toquei no primeiro aniversário da festa há 7 anos, fico pensando em como estou velho, haha. Com prazer, também trabalho como agente e booker do duo Pink Monkey Flower, ao lado de duas lendas da noite paulistana, Marcos Morcerf e Pejota. Ainda estou coordenando a promoção e o marketing das festas Heimatlos e Antropofagik, a convite do atuante Henrique Marciano a.k.a. Fractal Mood. Ótimo amigo e parceiro, com quem tive a honra de trabalhar por anos no D-Edge.

Periodicamente, colaboro para o site deepbeep com matérias e entrevistas exclusivas e detalhadas, com primor e perspicaz, à altura da enciclopédia clubber que ele se tornou. 

E como parte das comemorações especiais dos 12 anos que atuo e contribuo para a existência de uma cultura noite, clubber, underground, musical e profissional foi lançado um EP, pelas quatro mãos do duo Pink Monkey Flower, com a faixa ''Miss Playmobil'', que está em todas as plataformas de música, com remix do dinossauro Magal Prado e Thiago Takeshi da Metanol.

Dia 4 de agosto vou realizar um festão com 12 horas de duração e vários convidados no inferninho ZIG club para celebrar o meu aniversário e 12 anos de Miss Playmobil, pedaço tão vital e importante de mim. Estou me sentindo mais vivo e desafiador do que nunca.  

Quero agradecer você e ao Lísias pelo carinho e espaço cedido para falar um pouco dessa trajetória. Muito obrigado.

Aquele clássico: aguardem novidades, rs.