Pensanuvem

 Fotos: Lucas Barros

Fotos: Lucas Barros

Garimpeira-feiticeira, a DJ paulistana Pensanuvem discoteca desde 2009 e é a criadora, produtora e DJ residente de algumas das festas mais animadas de São Paulo. Ganhou a noite com a Take a Ride, uma festa de reggae jamaicano, a Macumbia, que surgiu em 2011 e homenageia diversos estilos da música latina e anima as noites de Sounds of Siririca e da Cesta de Versões.

Leve e envolvente, conversamos com a Gabi sobre sua relação com a música e seu trabalho como DJ e como isso se reflete nesse mix exclusivo. 

Como você descreveria o mix exclusivo que você gravou pra gente? Qual o clima, as inspirações e o que você procurou reunir aqui?
Esse mix representa muita coisa porque já faz uns 3 anos que não publico nada gravado ao vivo, daí fiquei um pouco em pânico na hora de selecionar as faixas porque meus sets são uma bagunça e no fim meu norte foi fazer um grande passeio nesse caos. Na inspiração mais que nunca os parceiros também fascinados pelos discos, as pesquisas e os encontros com eles reverberam sempre no jeito como vou colocar cada som.
 
Fale um pouco sobre sua relação com a música. Quando você percebeu que queria estar no meio disso?  
Desde cedo eu respondia coisas da vida com letra de músicas, mandava pros paqueras, pras amigas, pros meus pais. Sempre pensava, o que essa letra quer me dizer? Porque eu gosto dessa música? E eu sempre gostei muito de música, meus pais também, tal. Herdei muitos discos deles, os Caetanos, Gils e Gals. Aí na funça de produtora quis fazer também a trilha... Mas quando fui discotecar comecei no reggae. Nos discos de vinil eu caí de boca quando comecei a ouvir e tocar cumbia, daí quis saber mais, fui pra Colômbia, pro México, e quando vi tava procurando todas as músicas que eu gostava em disco. Não tem, né? Então o disco virou uma linguagem que eu queria promover.

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Você mistura muito bem o novo e "velho" em seus sets buscando sempre uma atemporalidade sonora. O que pra você caracteriza esse som atemporal? Ou, como criar algo que não envelheça em meio a tantas produções descartáveis e ao consumismo desenfreado, inclusive na música?
Minhas seleções são em disco, muitos antigos... e eu também gosto de música antiga, né? Então já tem aí uma confiança e paixão de que aqueles sons com BPM's modestos vão tocar e tocar o público :) no fim a música é atemporal quando as pessoas se apaixonam por ela.

O que você tem escutado de novo que recomenda?
Eu sou maluca na Luedji Luna, ainda é novo né? A Mano Única também, uma banda aqui de sp que me emociona! também gosto muito da Xênia França e gosto de tudo que vem da Kika e da Luiza Lian.
 
Quais os projetos, novidades e planos para os próximos meses?
Minhas maiores alegrias esses dias são os show que vou abrir no Festival do Sesc Jazz pro Omar Sosa e no Mundo Pensante pro Jards Macalé. Dois artistas que ouço e admiro. Tô indo discotecar num festival na Amazônia que chama O MATO; a Macumbia comemora oito anos! E mensalmente tem as noites de Sounds of Siririca e da Cesta de Versões.

 Fotos: Lucas Barros

Fotos: Lucas Barros